Esse é o primeiro post direeeeeto do iPhone. Agora o blog fica atualizado. E eu sem desculpas pra ñ blogar de qq lugar.
Duda e a cadeira do pensamento
Seguindo a dica da Supernanny, instituímos aqui em casa a “cadeira do pensamento”. Fez feiúra, aprontou: 2 minutos sentadinha pra pensar no que fez.
Putz… mas a Duda só tem 2 anos, pensei com meu botões. Será que ela vai entender isso? E lá fui (quase) esquecendo da evolução dessa crianças de hoje… vejam só o que rolou:
Lá pelas tantas, vem a Duda empolgada pra contar:
- A Juju* tá na cadeilinha do pissamento!
- É mesmo filha? Mas por que???? Perguntou a Juliana sem entender bem.
- Ela bligou cá Bibi**… bateu na “cala” dela!!!
É… ela entendeu sim pra que serve a cadeira do pensamento.
* uma das bonecas
* a outra boneca
Malu: 9 anos de uma paixão muito além da minha imaginação

“Êeeeeeta mundo véi sem porteeeeeeira…”, grita o Chico Mumu, personagem interpretado por esse que vos escreve. Na mesma hora a Maricota responde que “é hoooooje que porrrrca torrrrce o rabo…”, num minerês engraçadíssimo. Isso sempre acontece no trajeto do nosso passeio imaginário pra fazenda, a mais legal das nossas brincadeiras. E foi ela que também criou o “Piuí”, nosso cavalo-pangaré que puxa a carroça. Foi da cabecinha dela que também surgiu a Mimosa, a vaquinha que nos fornece leite de mentira durante a brincadeira mas que solta “pum imaginário” com barulho engraçado, motivo das nossas gargalhadas que fazem até chorar.
Mal largamos a fazenda e corremos pro aeroporto, também fruto da imaginação dessa gaiatinha. Já que o avião é nosso mesmo, bem acomodados na primeira classe já visitamos o mundo inteiro lado a lado, rindo e contando histórias. Garanto: ela é a melhor companheira de viagem que alguém pode ter.
Chegamos de viagem? Hora de brincar de “Iá”, a nossa versão exclusiva de “vale tudo”, onde vale tudo mesmo, principalmente cosquinha. Lógico que eu sempre apanho. Mal sabe ela que, desde que nasceu, é nocaute certo nesse pai babão e apaixonado.
Formamos uma dupla e tanto.
Dupla mais conhecida aqui em casa como os Simis, ou melhor, os “Similares”. Um sonoro “Aaaaaaaaaaai” com dois dedinhos se esfregando formam a marca registrada. E sempre no final do nosso cumprimento que já está no 9o. passo. Bate, soquinho, pá daqui, pá de lá, nadadeira, cabeça, já éééééé!!! Sóóóóóó aí…
“Bota fé, filha?” pergunto eu. “Boto fé, papai” responde ela com a voz mais linda do mundo, só de onda. Aliás, a voz só muda quando viro o “ChaPai”, versão chata. Quanto ela acaba de me dobrar novamente, o que não é muito difícil, rapidinho retorno ao cargo de “LePai”, a versão legal. Mas a minha Malu tinha mesmo é que ser a inventora do PapaiLelo, meu apelido desde que era pequeninha.
Essa é a Malu. A minha Malu.
Nesses 9 anos, que ela acaba de completar, ela sempre foi minha amigona. Desde que ela nasceu, minha vida se transformou e carrega uma paixão que eu também vejo no olhinho dela, que brilha em meio a alegria das nossas brincadeiras.
Ela que é tema de samba do Tom Jobim, mas que sempre foi tema dos meus sonhos de virar pai um dia. E pra mim, que sempre soube que seria pai de uma Maria Luiza, mas que nunca tinha imaginado que ela seria como essa Malu que veio. Saiu beeeem melhor que a encomenda.
Já cheguei a pensar que tanto amor assim pode até parecer coisa de sonho, dos contos de fadas, de histórinhas como as que eu e minha filhona inventamos todos os dias. Mas antes que eu pense em me beliscar pra ver se é de verdade, lá vem essa a minha “cara de gotinha” fazer mais uma sessão de cosquinhas.
Nada melhor! Afinal de contas é sempre rindo que percebemos, em meio a tantos momentos e brincadeiras onde a imaginação sempre corre solta, que o melhor da história é saber que tudo tudo é de verdade.
Te amo, Simis.
Papailelo
Duda, 2 anos
22 de outubro de 2006.
Era bem cedinho quando logo após assistir o parto, eu acompanhei ela para aquela salinha bem ali do lado. Foi colocada com cuidado naquele bercinho quentinho e não demorou muito pro choro parar.
Estávamos sozinhos, eu sentei num banquinho que tava do lado do berço de um jeito que podia ficar olhando pra ela bem de pertinho. Percebi que ela me procurava, em meio a um certo vulto que provavelmente havia à sua frente, quem sabe se ainda tentando compreender onde estava.
Por alguns instantes, seu olhinho mal conseguia abrir. Ela se esforçava, piscava devagarinho, até que ele não fechou mais. E foi a partir daí que ficamos ali, olhando um pro outro por um bom tempo…
Eu conversava baixinho, falava com ela, pensava alto e sentia que ela me entendia. A emoção, uma das mais fortes que já senti na minha vida, vinha acompanhada da sensação de estar conversando pela primeira vez com uma pessoa que eu sempre amei e já conhecia há um tempão. Algo como “sempre soubemos que esse momento um dia chegaria”.
Ela já estava confortável e, com o olhar fixo, correspondia. Do seu jeito, mostrava que me amava também, mesmo tendo me conhecido há poucos minutos atrás. Era um momento único. Senti cumplicidade vindo daquela vidinha que tinha acabado de chegar, mas que parecia ter idéia do que representava. Minha emoção entregava tudo. Eu sentia um frio na barriga incrível, o coração batia forte, chegava a doer de tanta felicidade, tive vontade de gritar bem alto, esfuziante!
Um presente que chegou na hora certa, desejada, amada, querida, forte, linda, feliz. Mais que isso, veio como uma anjinha carregando uma mensagem de paz e harmonia. Senti na hora. Entendi na hora. Ela me contava isso com o olhar firme. Eu estava novamente apaixonado, surpreendido pela grata surpresa ao descobrir que, depois da chegada da Malu, era possível caber mais amor no meu coração.
Assim foram meus primeiros momentos com a Duda, há exatos dois anos atrás.
Essa figurinha que agita a casa faz aniversário hoje. 2 anos de vida dessa coisinha alegre, engraçada, esperta, risonha, tagarela, com personalidade forte que só, amada por seus pais e por sua irmã como ela nem imagina.
Acordei hoje decidido a escrever sobre isso, contar essa história. Lembrar desse “momento eterno”. Um momento que muda a vida de uma pessoa pra sempre. Como mudou a minha.
Parabéns, Cebolinha!
PapaiLelo, 22/10/08
Perólas da Malu: "Pai permanente"
Criança simplifica as coisas de um jeito que quase dá um nó na gente. Quando é a Malu* então…
Como muita gente já sabe, tô em Sampa trabalhando desde julho na campanha eleitoral. Saudade absurda, lógico. Indo pouco à Brasília. Daí, já no último mês, ligo como todos os dias para casa:
- Oi Filhota!!!
- Oooooooooooooooooooooooooooooooooooi papai!
- Que saudade, meu amor! Sabia que tá quase acabando a campanha aqui?
- Ééééé?
- Sério! E aí o papai vai voltar pra casa e não vem mais pra São Paulo…
- Que dia, papai?
- Dia 27 filha, tá pertinho!
- ah… legal… então dia 27 você volta a ser pai permanente, né?
- hum?
* A Malu, que também atende por Maria Luiza, é uma figurinha de 8 anos que Deus com muita generosidade me deu como filha. Esperta, inteligente, não perde um lance e nem a chance de soltar um comentário gaiato. Vira e mexe, posto aqui alguns. Para divertir e registrar pra sempre. É também pós graduada em dobrar o pai, que se derrete fácil que só com aquele sorrisinho.
Figuras dessa vida: Toninho
O Toninho é uma figura que muito nos ajuda nessa temporada paulistana. Amigão, pontual, sempre disponível, simpatia pura. Fala pelos cotovelos e acho que é por isso que nos damos tão bem. Achei outra matraca desenfreada. Se preferir, vc pode chamá-lo de Toninho GPS que não é exagero algum. Nem os caras da CET conhecem tão bem as quebradas de Sampa. O cara até tira onda que o GPS que ele carrega (no porta luvas e desligado) é muito enrolado e menos rápido que ele. Pior que é verdade. São 30 anos no trânsito de São Paulo sem nenhum acidente, sempre conduzindo, como ele faz questão de dizer, apenas os amigos. Se ele disse que chega em 20 minutos em algum lugar que vc antes fez em 40, pode confiar. Ele chega.
Mas tem uma que eu precisava contar aqui…
Na última sexta, estava eu voltando com o Toninho para a nossa base no Itaim, vindo da Barra Funda, por volta das 18hs. Putz, centro da cidade, hora de pico, trânsito ruim. Mas isso não é problema pro Toninho! Já já, pensei eu, ele encontra umas daquelas ruas paralelas que o trânsito flui que é uma beleza e chegamos rapidinho… coisa que ele conhece como ninguém! No meio do trânsito, o diálogo é melhor que a descrição:
- Caramba, Toninho, a coisa tá feia aqui, né?
- pô “Murael”, deixa comigo, né! Pegamos a rua aqui do lado e vc vai ver só.
E ele entra na paralela…
- Vc me desculpa, não repara não que a rua é feia… (e começa a contar a história do bairro inteiro!!!)
- Aqui é meio feio, mas é tranquilo - continua ele - Fica frio que você vai ver só, deixa com o Toninho. Esse caminho ninguém conhece!
Nessa hora, estávamos numa rua esquisita, estreita, cheia de movimento estranho. E o Toninho falando sem parar, pra variar… o carro pára no farol e quando eu olho pro lado, nada menos que uns 40 mlks de rua, homens, mulheres fumando crack!!! Era um show pirotécnico de esqueiros acendendo. Todos em volta do carro, enrolado em cobertores. Tomei um susto animal e perguntei assustado interrompendo a história paulistana do Toninho:
- ô Toninho!!! Que que isso?? Onde nós tamo, bicho??
- Fica frio, isso é a galera do crack, pô. Tá tranquilo! E continuou a falar sem parar como se estivesse no boteco com os amigos, nem tchum… os caras em volta do carro. Tipo pensando: opa! freguês!
- Tranquilo???? Pra você né? Vaza daqui bicho!!! Acelera esse carro Toninho!
- Calma meu amigo, tá dominado - (Resposta padrão, essa viu? Só pra avisar)
Mermão, ele cortou caminho pela Cracolândia! Só isso. Eu com a cara de assustado e o Toninho rindo sem parar, sem parar de falar é claro e descrevendo o lugar, como se eu fosse um turista querendo conhecer aqueles pontos trash da cidade:
- Aqui do lado é não-sei-o-que, ali naquele buraco escuro é xpto, bla bla bla bla…
Ele tinha certeza que tava passeando pelo bosque, só pode. Eu, claro, querendo ver alguma rua com um movimento normal de pessoas.
Passado o susto - depois me explicaram que não havia perigo nenhum (???), realmente chegamos mais cedo e cortamos o trânsito animal! Ficou a história pra contar e um caminho a menos pra usar nos famosos atalhos do Toninho. Que figura…
ps: Se um dia vc for cliente do Toninho e seu possante prata, igore a opção “com emoção”, sempre ofertada quando vc diz que está com pressa. Vai por mim.
Phelps: muito mais que recordes

Não dá pra não comentar. O que o Michael Phelps aprontou em Pequim é digno de admiração. Confesso que como bom brasileiro, só me emocionei mais com a vitória do Cielo. Mas foi mal, ficou quase no mano a mano. Não dava pra desgrudar os olhos da TV quando esse cara pulava na água.
Mais que ganhar medalhas, o Phelps mostrou que determinação e vontade de vencer é coisa pra poucos mesmo. Muitos atletas chegaram lá com esperança de medalhas, como favoritos. Mas quantos estão realmnete focados em serem os melhores, determinados a fazer história e não se dão por satisfeitos apenas por chegarem à uma olimpíada? Pouquíssimos como Michael Phelps.
Ontem ouvi que o cara treina 365 dias no ano. Todo santo dia. Que já teve o futuro “condenado” por uma professora. E que já ouviu de muita gente que chegar onde ele chegou seria impossível. E é exatamente aí que começa a diferença entre Michael Phelps e o restante. Nas palvras do próprio Phelps:
“Nada é impossível. Com tantas pessoas me dizendo que eu não conseguiria, tudo o que precisei fazer foi usar a imaginação. Isso foi uma coisa que aprendi e que me ajudou muito aqui. Tudo foi como uma viagem louca em uma montanha russa, mas nunca me diverti tanto na vida.”
É isso. Espero que o cara ainda ganhe mais alguns ouros por aí. E que depois disso escreva um pouco sobre essa trajetória. O fato é que essa cara meio esquisito tá ensinado muita coisa pra nós nas entrelinhas. Entre uma medalha e outra, Michael Phelps deu uma aula de como conquistar o que queremos. E ainda fez emocionando o mundo inteiro.
Não dá mesmo pra esquecer disso: Nada é impossível. Sonhar, sonhar grande. Correr atrás disso com foco, garra, vontade. Sem medo de errar. Não dando ouvidos para que fica gorando. Usando a imaginação pra visualizar, acima de tudo, como vai ser bom o momento da vitória.
Sampa Life

Eu sempre disse que, pra mim, o melhor de São Paulo é a sala de embarque de Congonhas. Tá bom, é um pouco exagerado. Mas a sensação de sufoco que essa cidade provoca é punk mesmo. Talvez porque eu sempre vinha pra cá na correria, vindo de manhã pra voltar de noite. Trânsito, reunião, trabalho, trânsito, aeroporto.
A correria continua, não vou e volto todo dia mais, às vezes só no fim de semana. Por isso, tá dando pra descobrir um outro lado da cidade nesse dia-a-dia acordando e dormindo por aqui. Isso pode soar meio estranho, parecer papo de doido. Mas se considerar que nasci em Brasília, que é uma cidade que não tem cara de cidade, viver em São Paulo mesmo que de passagem não é fácil.
Por isso, depois de um tempão sem blogar, vou começar a passar as minhas impressões positivas da cidade. Um candango perdido nessa cidade malucona: onde rola engarrafamento à meia-noite mas tb rolam boas conversas com o tiozinho pernambucano da birosca da esquina. Que tem os melhores restaurantes do país mas também tem uns botecos simples e bacanas como o do Hugo, desde 1920, com o melhor sanduba de linguiça da galáxia. Que tem muita gente estressada mas também tem um pessoal atencioso que não se acha tanto. Coisa pra caramba pra ir contando de vez em quando.
Mas preciso ressaltar que ainda acho a sala de embarque de Congonhas o melhor lugar daqui, viu. Afinal, é o lugar mais perto da minha família nessa cidade. Ôôôô saudade.
Trófeu "Coxinha de Ouro"
Quero começar dizendo que isso é sério. Coxinha é um assunto sério. E também que minha iniciativa visa reparar um grande injustiça: o não reconhecimento da coxinha como um dos grandes rangos do nosso país e do mundo. Pra mim está no mesmo nível de outros quitutes já internacionalizados como a pizza, o quibe, a esfiha e o cachorro quente.
Por isso, dou início aqui a uma GRANDE PESQUISA NACIONAL em busca das melhores coxinhas de Brasília e do país afora. E peço, é claro, a ajuda dos amigos nessa importantíssima jornada.
Fase 1 - Indique uma coxinha!
Indique o local que vc já comeu uma coxinha daquelas que vc pára e pensa. Olha pra ela e dá aquela sensação de “caramba… que bom isso!”. Isso não acontece com toda comida. Só com as melhores. O resto sempre passa desapercebido. Na medida do possível, eu e o Lupa (grande entendedor de coxinhas) iremos ao local vistoriar a indicada.
Fase 2 - Avaliação (sugira um outro critério se não concordar com os abaixo)
- Quesitos básicos (1 ponto): Estar quentinha, ter aquela casquinha que faz “crec” quando a gente morde, recheio compatível com a quantidade de massa, recheio com aqueles pedacinhos de frango/galinha e não a versão triturada, não estar muito oliosa, boa aparência.
- Quesitos avançados (2 pontos): Pedaço de salsinha dentro, não estar seca demais, recheadas com frango mais temperado - isso merece um ponto extra. E se além de ser gostosa, for baratinha, fantástico! Fechou. Preço nunca quis dizer qualidade quando o assunto é coxinha.
- Quesitos de segurança (perda de pontos): se for encontrado pedaço de cartilagem na coxinha: menos um ponto. Osso: menos um ponto. Osso e cartilagem simultaneamente (caracterizando frango atropelado): menos três pontos. Se a massa da coxinha ficar agarrada nos dentes: menos um ponto.
- Quesito gula: se você matou a fome com a primeira coxinha mas TEVE que pedir outra, mais 2 pontos.
- Extra points: Se o local vender Coca em garrafa de vidro, mais um ponto extra. Molho de pimenta, outro ponto. Se a coxinha foi feita por uma tia que se encontra no local de venda do produto, mais um ponto.
- Trófeu Little Coxinha: Vc também pode opinar sobre coxinhas de pequeno porte, como as de festas de criança (ambiente particularmente dominado pelo mini cachorro-quente).
As 10 melhores coxinhas avaliadas serão incluídas no Hall da Fama “1 minuto de silêncio”. A melhor coxinha na avaliação de todos receberá o Troféu Coxinha de Ouro, com ampla divulgação aos amigos consumidores de rango trash.
Conto com a ajuda de todos! Sugestões no comment.
Importante: Está vedada a participação de coxinhas com catupiry. Consideramos isso uma deturpação da coxinha, feita provavelmente pelo cara que resolveu colocar limão na Coca-cola, queijo no quibe, banana na pizza, etc.
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